

O Brasil está mesmo se tornando o país das "commodities". As áreas de produção científica que mais puxam a média nacional de publicações são ciências agrárias, botânica e zoologia. Não chega a ser surpresa. Dinamismo econômico e científico em geral caminham juntos.
Já a ponta de baixo da tabela, a das áreas que se saem pior, traz um dado inesperado. A lanterna não é ocupada por um bastião das ciências humanas, como muitos imaginariam, mas pela rubrica economia e negócios.
A contribuição desse setor ficou em 0,48% dos títulos publicados em periódicos internacionais. É metade do que produziu a sociologia.
É importante lembrar que não conseguir publicar em revistas internacionais não significa necessariamente baixa produção. Especialmente nas humanidades, a tradição brasileira coloca mais ênfase na produção de livros, que raramente são indexados, do que de artigos.
Mesmo assim, seria interessante que as universidades fizessem diagnósticos mais precisos de por que não estão publicando. Num contexto de crescente concorrência por verbas, cérebros e parcerias internacionais, o imobilismo pode ser fatal.
Apesar de ter crescido substancialmente nos últimos anos, a cobertura do seguro rural ainda é pequena quando comparada a países como Argentina e Estados Unidos, principais concorrentes do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Nos dois casos, ao menos 55% das lavouras de grãos têm algum tipo de seguro. Alcançar índices de cobertura semelhantes e evoluir para um seguro de renda ao produtor é a principal meta do agronegócio brasileiro, afirmam técnicos e analistas do setor.
O Fundo de Catástrofe, instrumento que deve substituir o atual Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, seria um dos caminhos para ampliar a área protegida e consolidar de vez o seguro rural do Brasil. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e, segundo o deputado Reinhold Stephanes, deve ser apreciado pelo Senado até o final do ano. No campo, porém, deve chegar apenas em 2013.
A idéia é criar um fundo de R$ 5 bilhões para servir de suporte ao seguro. Segundo o deputado, o fundo diluiria os riscos e atrairia mais empresas para o seguro rural. O resultado do aumento da concorrência seria o barateamento dos prêmios e a massificação do seguro rural no campo.
Depois de um "puxão de orelha" do secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, produtores de laranja e indústrias processadoras finalmente decidiram iniciar a construção do Consecitrus - mecanismo para nortear a formação dos preços da fruta fornecida para a fabricação do suco, a exemplo do que acontece na cana (Consecana). Em reunião realizada na terça-feira(27) na capital paulista, foi acertado que há consenso na criação do Consecitrus dos dois lados da cadeia: produtor e indústria. Ficou definido que problemas externos à metodologia de formação de preços serão discutidos em seus respectivos fóruns.
Diante das divergências existentes entre os produtores ligados aos sindicatos rurais de São Paulo, a Federação de Agricultura paulista (Faesp) pediu um prazo maior para analisar o estatuto que está sendo proposto. Segundo Sampaio, ainda existem muitas dúvidas sobre a adesão ao sistema e sobre uma possível renegociação de preços já contratados.
"Ainda não há um entendimento de que o Consecitrus é voluntário, por exemplo. Por isso, uma nova convocação será feita para daqui duas ou três semanas", disse o secretário. Ao ampliar o prazo da discussão, ele já solicitou aos produtores que tragam para próxima reunião uma definição de parâmetros para formação de preços definidos pelo próprios citricultores. O objetivo é não ter uma única metodologia de análise e discutir os parâmetros juntamente com os apresentados pela indústria.
Apesar de as conversas não terem avançado de forma significativa, a expectativa é de que o Consecitrus siga um modelo semelhante ao Consecana. A ideia é que seja criada uma única entidade que passe a representar os produtores no conselho, da mesma forma que já existe uma associação que fala em nome das indústrias.
Esse modelo, no entanto, não tem a aprovação de todas as entidades de produtores. Isso porque, nos bastidores das conversas, Sociedade Rural Brasileira (SRB), Faesp e Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) teriam que eleger um único representante, fato que, politicamente, reduziria o poder de uma ou todas as associações.
Como era previsto, a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) apresentou o método de desconstrução dos preços do suco de laranja. Dessa forma foi possível ter ideia do peso que a laranja tem no custo total da indústria.
"A maior reivindicação do setor produtivo dos últimos anos está na mesa de discussão. Sinto que agora existe uma boa vontade de todos, mas ainda não entramos na parte técnica da discussão", afirma Christian Lohbauer, presidente da CitrusBR.
A evolução da safra de trigo é boa. O clima ajudou e o plantio ocorreu mais cedo no Paraná, líder nacional em produção. Chuva na medida certa e clima favorável apontam para uma boa safra.
O cenário deste ano pode ser bem diferente do de 2009, quando o excesso de chuva no período de colheita prejudicou a qualidade do trigo e reduziu a produtividade.
A avaliação é de Otmar Hubner, do Deral (Departamento de Economia Rural) do Paraná. Os números atuais indicam que os produtores paranaenses semearam 1,14 milhão de hectares, 13% a menos do que em 2009.
Apesar da área menor, a produção cresce 16%, atingindo 3,1 milhões de toneladas. O Deral faz nova avaliação da safra nesta semana.
As perspectivas para o Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional, também são boas.
O plantio está encerrado no Estado e os produtores semearam 799 mil hectares, 8,2% a menos do que em 2009. A produção deve atingir 1,6 milhão de toneladas, com queda de 10,4% em relação a 2009, segundo Célio Colle, assessor da Emater.
Frio e chuva em dose certa, por ora, inibem a evolução de pragas, o que reduz os custos de produção.
Se a safra vai bem, os preços ainda são uma incógnita. "Não há uma perspectiva para o setor", diz Hubner.
O governo reduziu os preços mínimos em 10% em média. O trigo tipo pão recuou para R$ 28,62 por saca e o melhorador, para R$ 29,97. Embora o setor ainda não aceite essa redução dos preços mínimos, o mercado paga bem abaixo desse valor.
O produtor paranaense recebe de R$ 22 a R$ 23 por saca, segundo o analista José Pitoli. Já no Rio Grande do Sul os preços médios são de R$ 20,85 por saca, diz Colle.
Mais leite... A oferta de leite aumentou 3,4% em junho, em relação a maio. No semestre, o aumento foi de 4,3%, segundo o Cepea.
...menos preço Já o preço recebido pelos produtores foi de R$ 0,7242 por litro, em média, neste mês, 6,2% a menos do que em junho.
Contra ferrugem A Syngenta recebeu registro federal para uso de um dos seus fungicidas no combate à ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar, doença re- cém-chegada do exterior aos canaviais brasileiros.
Para biodiesel Du Pont e JBS começam a produzir metilato de sódio -substância que acelera a produção de biodiesel.
Produção Serão produzidas, inicialmente, 30 mil toneladas do produto em Pirapozinho (SP). Neste ano, o país deve consumir 45 mil toneladas.
150 O Ministério da Agricultura faz 150 anos hoje.
Efeito Brasil A forte demanda por máquinas agrícolas no Brasil e na Argentina sustentou as vendas da Agco no semestre.
Destaques As vendas de tratores da empresa até junho superaram em 57% as de igual período de 2009 na América do Sul. As de colheitadeiras cresceram 50%.
Bem abaixo Já na América do Norte, as vendas de tratores cresceram apenas 2% e as de colheitadeiras, 1%. No Leste Europeu caíram 19% e 35%, respectivamente.
Forte queda O preço do feijão já recuou 13% nesta semana no campo, segundo pesquisa da Folha.
Os preços do leite pagos aos produtores voltaram a recuar em julho, segundo levantamento do Cepea/Esalq. A cotação do produto, fornecido em junho, caiu 6,16% em relação ao mês anterior, para uma média de R$ 0,7242/litro no país. Na comparação com um ano antes, o recuo é de 6,17%. Para chegar à media, a pesquisa do Cepea leva em consideração os preços do leite no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
De acordo com o Cepea, o aumento da captação de leite, o recuo no mercado de longa vida, as elevadas importações e as exportações fracas levaram à queda dos valores pagos aos produtores. E a expectativa é de mais retração.
O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) mostra que a oferta do produto está crescendo, uma das razões para os preços menores. Em junho, o índice teve alta de 3,43% em relação ao mês anterior. Segundo o Cepea, o crescimento da oferta foi maior no Rio Grande do Sul (alta de 11,07%) e no Paraná (6,49%). O clima favoreceu as pastagens nessas regiões.
No semestre, o índice mostra que o volume recebido por laticínios e cooperativas no país subiu 4,34% ante igual período de 2009.
Em um relatório de 17 páginas divulgado ontem, o Escritório de Alimentação e Veterinária (FVO, na sigla em inglês) elogia a ação das autoridades brasileiras e reforça, de forma indireta, as gestões do Brasil para passar a gerenciar a lista de fazendas habilitadas a fornecer gado aos frigoríficos exportadores à União Europeia.
"A situação em relação a controles higiênicos gerais e específicos, rastreabilidade e controles oficiais foram satisfatórias em todos os estabelecimentos visitados", atestaram os veterinários do FVO.
Em visita ao país, os auditores da UE visitaram nove fazendas e seis frigoríficos em nove Estados do país. O texto dos veterinários europeus reconhece o atendimento, pelo Brasil, das recomendações feitas em visitas anteriores. Os europeus avaliam como "satisfatórios" os controles e os sistemas implantados no país desde a descoberta de focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná, no fim de 2005. "As autoridades brasileiras conduziram suas ações de acordo com detalhadas exigências e orientações que cumprem totalmente medidas conformes ou equivalentes à legislação da UE", escreveram os auditores.
Há duas semanas, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, teve reuniões com os comissários de Saúde e Agricultura, além de parlamentares europeus, justamente para reafirmar o cumprimento das exigências impostas pela UE para retomar os níveis históricos de exportação de carne bovina. Em conversas de bastidores, o ministro ouviu que era forte a pressão interna contra a liberação total do produto brasileiro. Pecuaristas irlandeses seguem em campanha contra a carne brasileira e a crise econômica europeia acirra ainda mais os ânimos contra o Brasil.
O texto da missão veterinária da UE afirma que os controles oficiais colocados em prática dão boas garantias de cumprimento das exigências, mas ainda vê "deficiências menores" na operação de algumas empresas certificadoras dos processo de rastreamento do gado bovino. O relatório aponta que o ministério apertou os controles e suspendeu várias certificadoras.
A avaliação sobre as condições operacionais dos frigoríficos exportadores e seu acompanhamento pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) também foram amplamente positivas. E o processo de certificação oficial tem cumprido todas as recomendações de missões anteriores, segundo os auditores europeus. A missão visitou fazendas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. (MZ)
O boi gordo alcançou o maior valor desde novembro de 2008 neste mês, de acordo com acompanhamento da Scot Consultoria. A pesquisa - que considera os valores nominais não deflacionados - mostra que o preço médio da arroba em julho ficou em R$ 83,08 na praça paulista de Barretos. Em novembro de 2008, a média foi de R$ 87,73.
Um hiato entre a oferta de gado bovino de pasto e de confinamento no atual período de entressafra é uma das razões para a alta dos preços, segundo Gabriela Tonini, analista da Scot. Além disso, o rebanho ainda não foi totalmente recomposto após o forte descarte de matrizes entre 2005 e 2006 - anos em que a produção foi desestimulada pelos preços baixos da arroba do boi gordo no país.
A analista lembra que os preços já estavam em alta em meados de 2008, reflexo exatamente do abate das matrizes e também por conta da demanda forte por carne bovina no mercado internacional. Mas veio a crise, no fim de 2008, que derrubou as vendas externas do Brasil, pressionando as cotações do boi.
"Desde o começo do ano, os preços vêm subindo devagarzinho", afirma Tonini. Além de oferta mais justa, a demanda doméstica firme e a melhora nas exportações de carne bovina também têm sustentado o preço da arroba, segundo ela.
A valorização da matéria-prima já contaminou as cotações da carne bovina no atacado e também já chegou às gôndolas do varejo. De acordo com a Scot, o quilo do traseiro avulso subiu 4% desde o começo do mês até ontem, para R$ 6,50. No caso do dianteiro bovino, a alta foi de 4,65%, para R$ 4,50 o quilo.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe mostra variação de 1,26% nas carnes bovinas na terceira quadrissemana de julho em São Paulo. "Já há algum reflexo no preço da carne", comenta Gian Barbosa, economista da Tendências Consultoria. Enquanto a alta da arroba persistir, deve haver repasse para o varejo, avalia.
De acordo com Gabriela Tonini, a expectativa é de que os preços do boi gordo permaneçam firmes no curto prazo, mas a maior oferta de animais de confinamento, a partir do fim de agosto, deve limitar ganhos.
Proteína mais barata do que a carne bovina, o frango também tem se valorizado recentemente, em parte influenciado pela carne bovina. Mas Oto Xavier, da Jox Assessoria Agropecuária, afirma que a produção de aves também é menor. Um sinal, diz, é a baixa disponibilidade de ovos férteis e de pintos de um dia no mercado.
Pesquisa da Jox mostra que o frango vivo saiu de R$ 1,40 o quilo no começo de julho para R$ 1,60 ontem em São Paulo. No médio atacado paulista, o frango resfriado foi cotado a R$ 2, 25 (em média) o quilo ontem, acima dos R$ 2,09 do início de julho.
Xavier lembra que as exportações de carne de frango estão melhorando, o que reduz a disponibilidade desse produto no mercado doméstico num momento de oferta mais ajustada.
Em menor intensidade, o levantamento da Fipe também mostrou alta no grupo aves na terceira quadrissemana do mês de julho - de 0,37%.
O setor de máquinas e implementos agrícolas aumentou a receita no primeiro semestre. A informação foi divulgada nesta terça, dia 27, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Responsável por 9,35% do total de máquinas produzidas no país, o segmento agrícola apresentou um aumento de 32,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2009. O desempenho foi melhor do que a média de todo o setor de máquinas e equipamentos, que teve crescimento de 13,2% no período. Entre os motivos apontados pelo setor para o bom resultado, estão os programas de incentivo feitos pelo governo.
A fábrica de implementos para irrigação Irrigabras é um exemplo de recuperação no setor. Aqui o crescimento nas vendas já é 30% superior ao registrado no ano de 2009.
A maior parte dos pedidos vem de agricultores e usinas das regiões Sudeste e Centro-oeste. Os financiamentos do governo e o bom momento vivido pelo setor sucroalcooleiro têm impulsionado os negócios da empresa.
O Brasil tem a chance de reverter seu déficit de preservação ambiental com a reforma do Código Florestal. A avaliação parte dos especialistas Leonardo Papp e Gerd Sparovek, que integram os grupos de discussão sobre o assunto em Brasília e participaram ontem da 2.ª edição Papo de Mercado, promovido pela Gazeta do Povo, que reuniu cerca de 150 pessoas em Curitiba. Eles consideram que, se a legislação atual fosse aplicada, o país teria de recompor 87 milhões de hectares devastados. Porém, há 104 milhões de hectares de vegetação nativa desprotegidos que podem ser preservados a partir de mudanças na legislação. Os dados fazem parte de um estudo da Universidade de São Paulo (USP) - Vegetação Natural e Dinâmica da Agropecuária: Efeitos de Alterações do Código Florestal. Gerd Sparovek, pós-doutor em Agrono mia e um dos autores da pesquisa, relatou que o déficit ambiental brasileiro soma 44 milhões de hectares de áreas de preservação permanente não conservadas e 43 milhões de hectares de reservas legais ainda não instituídas pelos proprietários das terras.
O total de 87 milhões de hectares equivale a 21 vezes a área de soja do Paraná. "O eixo central do novo código florestal é a moratória prevista no artigo 47, que diz que, por cinco anos, não pode haver supressão da vegetação nativa", destacou o mestre em Direito Ambiental Leonardo Papp, que assessora a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e é professor universitário em Santa Catarina. "A legislação atual torna área produtivas ilegais e não protege áreas preservadas", pontuou.
A proteção dos 104 milhões de hectares preservados dependem não só da legislação federal. A expectativa é de que, durante a moratória ao desmatamento, os estados formulem Planos de Regularização Ambiental (PRAs) regionais. Para Sparovek, o prazo de cinco anos é curto para a tarefa. Em sua avaliação, a moratória deveria ser estendida a 15 anos. A modificação depende de discussão no Congresso Nacional.
As discussões que vêm ocorrendo em todo o Brasil a respeito da reforma no Código Florestal devem contribuir para a definição de uma legislação mais realista, disseram os especialistas. O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) aprovado na Comissão Especial da Câmara no início do mês é apenas um ponto de partida, disse Papp. O documento vai a plenário e depois para o Senado. Ao longo desse trajeto, os parlamentares podem sugerir modificações e só depois da votação dessas mudanças é que o texto, finalmente, segue para sanção presidencial. Agricultura A preservação das áreas de vegetação nativa desprotegidas não vai limitar a expansão da agropecuária, disseram os especialistas. Eles afirmaram que há 61 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser aproveitados pela agricultura.
A pecuária pode expandir suas atividades em área menor que a atual aumentando em 50% a taxa de ocupação, que hoje fica perto de uma cabeça de gado por hectare. Sparovek e Papp divergem a respeito da proposta que desobriga pequenos produtores rurais da recomposição da reserva legal. Para Papp, a mudança beneficia a agricultura familiar e é essencial para estados como Paraná e Santa Catarina. Sparovek frisa que as regiões onde predominam pequenas propriedades são grandes e podem se tornar corredores desprovidos de reserva verde.
O déficit de reserva legal é de 43 milhões de hectares, 17% do total previsto no Código Florestal em vigor. O índice é bem inferior ao déficit referente às APPs, que é de 43%, ou 44 milhões de hectares. Segundo os especialistas, o Paraná tem déficit de 1,5 milhão de hectares de APP e de 2,02 milhões de reserva legal. O estado ainda poderia ampliar a agricultura em 1,43 milhão de hectares na região do Arenito Caiuá (Noroeste).