agronews
Informativo Diário 22/07/2010 –

1. BC reduz ritmo de alta de juros e anuncia Selic em 10,75% ao ano

Pressionado por indicadores que apontam a desaceleração da economia, o Banco Central (BC) decidiu nessa quarta, dia 21, reduzir o ritmo de aumento do juro. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica, a Selic, de 10,25% para 10,75% ao ano. A intensidade do aumento foi menor do que nas reuniões anteriores, quando a taxa subiu 0,75 ponto percentual por duas vezes.

Em comunicado, o BC diz que houve redução de riscos inflacionários desde a reunião de junho e que isso se deve a fatores externos e internos.

A taxa básica começou a subir em abril. Na época, estava em 8,75% ao ano, menor patamar da história recente. Os juros ainda estão abaixo do nível verificado no início de 2009, quando o BC reduziu a taxa diante da queda na atividade provocada pela crise iniciada em 2008.

Até a semana passada, o mercado mantinha a expectativa de novo aumento de 0,75 ponto na Selic. As apostas começaram a mudar na quinta passada, quando o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse em entrevista não programada que a decisão não estava fechada. Além disso, na véspera da reunião, a prévia do índice oficial de inflação, que serve como meta para o BC, mostrou queda de preços. Uma semana antes, indicador do próprio BC mostrava que a economia parou de crescer em maio, após 16 meses seguidos de expansão.

– O Banco Central viu que o cenário mudou. A decisão foi coerente com a nova realidade da economia que se desenhou desde a última reunião. Manter o ritmo anterior de aumento seria fechar os olhos para essa novidade – diz o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

Para o especialista, o texto divulgado abre espaço para “qualquer aumento de 0,50 ponto para baixo” no próximo encontro, marcado para acontecer entre 31 de agosto e 1º de setembro. As pressões são maiores por conta do calendário eleitoral.

Entidades empresariais e de trabalhadores criticam dose

Apesar de o BC ter diminuído o ritmo na alta da Selic, entidades empresariais e sindicais criticaram a decisão.

– Esperávamos um pouco mais de ousadia. O Copom já errou na dose do remédio em outras ocasiões, e não há por que penalizar o setor produtivo, o consumidor e a geração de empregos – lamentou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre.

A decisão do BC foi considerada “insensata” e “nefasta para o setor produtivo brasileiro” pelo presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres. Para ele, a medida aumentará a trava para a produção e a geração de empregos e prejudicará o crescimento.

Fonte: Zero Hora

2. Cultivo da variedade beneficia indústria

Além de ser uma alternativa de produção agrícola para algumas regiões de São Paulo, o cultivo de café robusta no Estado vai beneficiar indústrias torrefadoras. O Estado é o maior consumidor de café do país, e a maioria das empresas tem unidades de torrefação instaladas em municípios paulistas. Além da redução com custos de frete, as indústrias deixariam de pagar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No ano passado, a indústria registrou a venda de 18,39 milhões de sacas em todo país, das quais 35% foram de café robusta. Como São Paulo concentra 40% da industrialização nacional o Estado é obrigado a "importar" a variedade do Rondônia, Bahia e Espírito Santo.

"Essa é uma oportunidade de negócios para a cafeicultura paulista, mas também uma redução de custos para a indústria", afirma Nathan Herszkowicz, diretor- executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

Ele lembra que, além da indústria do café torrado usar robusta para compor o blend com o arábica, em São Paulo estão algumas das principais empresas de café solúvel, que têm no robusta sua principal matéria-prima. "A Nestlé está instalada em Araras, e a unidade é a maior indústria de solúvel do país", lembra.

Segundo Herszkowicz, as regiões para onde o robusta está se expandindo já produziram café no passado e têm uma infraestrutura preparada para a atividade. A produção, no entanto, era da variedade arábica, que acabou deixando de ser economicamente viável quando os custos para o combate do nematoide - parasita que se instala na raiz das plantas de onde se alimenta - subiram a patamares insustentáveis. (AI)

Fonte: Valor Econômico

3. Conab deixa de pagar R$ 130 milhões em subsídios a indústrias

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acumula uma dívida de R$ 130 milhões em subsídios federais não pagos a indústrias, cerealistas, cooperativas e produtores rurais.

A estatal, vinculada ao Ministério da Agricultura, reconhece ter deixado de pagar R$ 100 milhões em prêmios de escoamento do produto (PEP) a indústrias e cooperativas por aquisições de trigo em grão dos produtores. No caso do milho, a Conab informa dever R$ 1,1 milhão apenas no Paraná. Em subsídios diretos ao produtor de algodão (Pepro), a estatal reconhece dívida de R$ 2,1 milhões.

As pendências, que já afetam o caixa de algumas empresas do setor, têm origem na obrigação legal da Conab em garantir o preço mínimo a produtos agropecuários cobertos pela política agrícola do governo. Pelas regras, a estatal tem que cobrir a diferença entre as cotações de mercado e o preço mínimo do produto.

O limite legal de pagamento dos subsídios está fixado em 10 dias úteis após a apresentação "completa e correta" da comprovação do escoamento do produto pelos arrematantes dos prêmios em leilões eletrônicos. Mas a Conab admite haver algumas pendências de novembro do ano passado.

"Eles têm razão quando reclamam por causa do atraso e do acúmulo de documentos. Houve mesmo um atraso em função do volume de documentos", admite o superintendente de Operações Comerciais da Conab, João Paulo de Moraes Filho. "Mas estamos deslocando pessoal de outras superintendências, mas temos um pouco mais de dificuldade para fazer as operações com trigo".

No caso do trigo, sustenta Moraes, o problema foi causado pela permissão oficial para comprovar a compra do produto por meio da venda da farinha de trigo. "Às vezes, uma operação tem 3 mil notas fiscais derivadas", explica o superintendente. Foram lançadas R$ 485 milhões em operações, das quais apenas R$ 200 milhões foram liquidadas.

Em defesa de seu sistema, a Conab afirma que o acúmulo de pendências deve-se, ainda, a operações suspeitas de irregularidades. "Houve suspeitas de burla, em vários casos, de não pagamento do preço mínimo. Aí, precisa da verificação dos documentos. Também pode ter casos de diferenças no sistema", diz João Paulo Moraes.

As empresas cerealistas estão entre as mais atingidas. "As multinacionais aguentam porque têm recursos a juro baixo. Mas e as nacionais que precisam cacife financeiro e têm alta custo do dinheiro?", questiona o diretor da Acebra, Arney Frasson. E cita o exemplo da sua empresa, a AB Agro Brasil: "Desde o fim de 2009, recebi só 30% do total".

As cooperativas do Paraná também são prejudicadas. "É lamentável, uma pena. E justo no momento que o produtor mais precisa do governo", afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. "Se fez aquisições, o governo tem que pagar. Nós operamos e não recebemos. Não se justifica esse tempo todo". A Ocepar estima uma dívida de R$ 200 milhões da Conab.

O presidente da associação da indústria de milho (Abimilho), Nelson Kowalski, faz coro ao reclamar do excesso de burocracia. "É um processo demorado, cada regional tem que analisar e acaba sempre atrasando. A Conab tem estrutura pequena para um volume de documentos tão grande", avalia.

Membro do conselho da Associação da Indústria do Trigo (Abitrigo), Roland Guth, afirma que algumas empresas enfrentam problemas por carregar o custo dessa dívida da Conab. "Está pesado, afeta o caixa e sangra o capital de giro", diz Guth, dono do Moinho Carlos Guth. "Há muita burocracia na comprovação. Tem coisas absurdas como exigir assinatura no recibo da nota. Estamos em tempos de nota eletrônica. Isso tem que ser revisto", afirma o empresário.

Fonte: Valor Econômico

4. Brasil deve comercializar diesel de cana-de-açúcar em 2011

O Brasil deve comercializar diesel produzido a partir de cana-de-açúcar em 2011, segundo a produtora americana do biocombustível Amyris Biotechnologies, após inaugurar um projeto em associação com a prefeitura da cidade de São Paulo, nesta terça-feira (20/07).

Segundo a divisão brasileira da Amyris Biotechnologies, a fábrica da São Martinho, em Pradópolis, SP, que irá produzir biocombustível em grande escala, deve entrar em funcionamento no próximo ano. A comercialização do produto será imediata.

No projeto piloto desenvolvido pela Amyris, em parceria com a prefeitura, três ônibus do transporte urbano público serão abastecidos com 5% do biodiesel de cana-de-açúcar, enquanto outros três serão abastecidos unicamente com biocombustível, a fim de estabelecer um comparativo de rendimento. A Amyris, que desenvolveu o biocombustível de segunda geração, escolheu o mercado brasileiro como plataforma do produto e espera se unir aos grandes produtores locais de etanol, como Cosan, Bunge e Açúcar Guarani, para conseguir atender a futura demanda.

Participam também da inciativa a multinacional automotiva alemã Mercedes-Benz, encarregada de fabricar os motores dos ônibus, e a Petrobras, que tomará conta da distribuição do diesel de cana-de-açúcar. O diesel de cana-de-açúcar foi aprovado pelos organismos reguladores dos Estados Unidos, que o consideraram o biocombustível menos poluente e que não atenta contra a produção de alimentos.

Fonte: Revista Globo Rural

5. Consumo de etanol recua refletindo alta de preços

Com preços 20% mais altos do que em igual período do ano passado, o etanol hidratado, usado como combustível, vem perdendo espaço no tanque dos veículos brasileiros. De janeiro a maio, o consumo caiu 17% em comparação a igual período do ano passado e, apesar de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não ter divulgado o dado de junho, a percepção do mercado é de que a demanda continuou inferior ao registrado em junho de 2009.

De acordo com a ANP, de janeiro a maio, as vendas de etanol hidratado somaram 5,3 bilhão de litros, ante os 6,4 bilhões de mesmo período do ano passado.

"Apenas o Estado de São Paulo deve ter mostrado desempenho diferente", diz Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% do mercado de etanol do país. A entidade registrou em junho vendas de 767 milhões de litros de álcool, 6,8% menos do que os 823 milhões de litros comercializados em igual mês de 2009.

O comportamento desse mercado ao longo da safra que segue até abril de 2011, ainda gera dúvidas. Para julho, por exemplo, há previsão de números ainda modestos, pois os preços do álcool na usina voltaram a subir: começaram o mês a R$ 0,7383 o litro, sem impostos, e fecharam a semana de 12 e 16 de julho a R$ 0,8245, segundo o indicador Cepea/Esalq.

A boa remuneração para o açúcar - em reais, 25% maior do que em igual período do ano passado - ajuda a equilibrar o mercado de álcool que em 2009 ficou grande parte do ano abaixo do custo de produção nas usinas, que liquidaram produto para fazer caixa.

"O preço do etanol ao consumidor final ficou muito atrativo na época e provocou aumento nas vendas até em mercados onde o consumo é historicamente muito baixo, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul", conta Vaz.

Mesmo como os preços mais altos limitando a competitividade do etanol diante da gasolina, Martinho Seiiti Ono, diretor da comercializadora de etanol SCA, acredita que neste ano-safra devem ser comercializados no mercado interno 24 milhões de litros de etanol hidratado, ante os 22 milhões de litros da temporada passada.

"A forte volatilidade nos preços em 2009 fez com que, na entressafra, a variação fosse muito intensa. Assim, durante três meses os preços estavam muito altos e o consumo retraiu-se. Neste ano, a tendência é de preço mais alto, no entanto, também mais estável", avalia Ono, da SCA, que movimenta por ano cerca de 5 bilhões de litros de etanol de 62 usinas associadas.

Além disso, afirma ele, a quebra de safra no Nordeste - consequência da estiagem e depois das chuvas - deve fazer com que a região, tradicional importadora de etanol do Centro-Sul, demande mais produto. "Eles importam do Centro-sul 900 milhões de litros, volume que nesta safra deve ser ampliado para 1,1 bilhão a 1,2 bilhão de litros", afirma.

A retração do consumo de etanol, obviamente, provocou migração para a gasolina, cujo consumo foi 22% maior entre janeiro e maio na comparação com igual intervalo de 2009 - de 10 bilhões de litros para 12,2 bilhões de litros. Em junho, o consumo de gasolina foi de 1,7 bilhão de litros, 12% mais do que os 1,5 bilhão do mesmo mês 2009, segundo o Sindicom.

Fonte: Valor Econômico

6. Falhas no sistema impedem controle na venda de agrotóxicos

Falhas no programa do Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro) está dificultando o repasse de informações para a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Em vigor desde segunda-feira (19), o Siagro promete verificar eletronicamente o comércio e venda de defensivos agrícolas em todo o Estado. Por meio deste sistema, todas as informações das receitas emitidas pelos engenheiros agrônomos para a compra dos agrotóxicos deveriam ser enviadas on-line para a Seab. Mas ontem, a FOLHA recebeu reclamações de que boa parte dos técnicos não conseguiam acessar o site.

Paulo Bortholazzi, representante comercial de uma empresa de defensivos agrícolas, de Sertanópolis, norte do Estado, tentou por diversas vezes entrar no site do Siagro, mas sem sucesso. Além dele, um agrônomo da empresa tentou repassar as informações durante a madrugada, mas também não conseguiu. ""Estão entregando o produto sem receita, o que é mais grave"", disse. Para ele, a ideia do Siagro é muito boa, mas desde que funcione.

Para utilizar o sistema, o agrônomo acessa o site, emite a receita, envia para o Siagro e, em seguida, imprime para que o produtor possa comprar o produto.

O coordenador da Divisão de Fiscalização de Insumos da Seab, Adriano Riesemberg, disse que a Celepar foi surpreendida pelo grande volume de arquivos de receitas e, por isso, teve dificuldades de atender a todos. A previsão é que o problema esteja resolvido hoje.

Ele destacou que o programa estava no ar desde abril para testes dos profissionais das empresas de produtos agrícolas. ""Poucos deles aproveitaram esse período"", afirmou. Riesemberg esclareceu que, mesmo com os problemas no sistema, não haverá prejuízo para ninguém. Desde segunda-feira, quando o sistema entrou em vigor, até ontem a Seab já registrou 6.800 arquivos de receitas enviadas pelo sistema.

Riesemberg disse que, indiretamente, a inovação vai ajudar a combater os agrotóxicos pirateados que vêm do Paraguai. A Seab terá indicativos das propriedades rurais que não registram as receitas o que poderá levar a possíveis investigações.

Segundo ele, o contrabando é combatido em conjunto pela Seab, Polícia Federal, Ministério da Agricultura e Ibama. Já foram realizadas operações de uma semana cada uma nas regiões Sudoeste, em Londrina e Cascavel para buscar indícios de agrotóxicos contrabandeados.

Fonte: Folha de Londrina

7. Trigo entra em fase de risco

As massas de ar frio representam mais risco para a agricultura do que para a pecuária no Paraná. Por enquanto, as culturas de inverno atravessaram as geadas praticamente ilesas, mas a preocupação com o trigo cresce a partir desta semana.

A colheita do milho de inverno chega em 30%. Isso mostra que mais da metade das lavouras, que somam 1,35 milhão de hectares, já amadureceram, ganhando resistência às baixas temperaturas. Já o trigo entra cada vez mais em zona de risco, avaliam os técnicos. A fase de semeadura terminou na última semana, mas, do total de 1,14 milhão de hectares, 55% estão em floração e frutificação, os estágios mais frágeis diante do frio. O monitoramento é feito pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual da Agricultura, o Deral.

Na última semana, o fato de as temperaturas negativas terem sido registradas na metade sul do estado salvou as plantações. As lavouras de trigo mais adiantadas estão nas demais regiões, menos suscetíveis a geadas. Porém, a partir de agora, campos das regiões Sul, Centro e Campos Gerais avançam, tornando-se também vulneráveis, avalia o agrônomo Carlos Alberto Salvador, da Seab.

Na fase inicial da cultura, o frio é considerado benéfico, ampliando a produtividade e reduzindo a incidência de pragas. À exceção das massas de ar frio que podem chegar ao estado, a tendência do clima é favorável ao trigo, avalia o agrônomo e agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, do Instituto Somar.

Para os próximos dias, não há previsão de geadas, mas as massas de ar frio características de anos de La Niña podem chegar ao Paraná até setembro, afirma o meteorologista do Simepar Samuel Braun. A partir de agora, geadas que atinjam todas as regiões do estado vão interferir diretamente na produtividade do trigo, estimada em 2,68 mil quilos por hectare, ante 2,06 mil quilos alcançados na última safra. A preocupação toma conta do campo porque os preços estão baixos, na casa de R$ 22,57 a saca de 60 quilos, R$ 5 abaixo do custo operacional médio.

Fonte: JM – Jornal de Maringá

8. Além de pecuarista, produtor de leite tem de ser "agricultor"

Os desempenhos produtivo e econômico são determinados por fatores como a alimentação, a genética, a sanidade, a reprodução, os diversos manejos, o bem-estar animal, os cuidados ambientais, entre outros.

A alimentação tem maior impacto sobre os resultados alcançados. Tanto no aspecto produtivo, pois os resultados de produção de leite e de reprodução são influenciados pelo manejo alimentar, como também na rentabilidade, uma vez que esse componente pode representar de 65% a 80% do custo total do litro de leite.

O uso de plantas forrageiras ("capim") de baixo valor nutritivo e pouco produtivas, como as pastagens nativas, contribui substancialmente para o baixo desempenho da atividade leiteira nacional.

Outro fator que compromete a produção é o manejo incorreto das pastagens.

É muito comum observar pastagens em solos não corrigidos e não adubados, além do uso de pastos e solos degradados, de baixíssima produtividade.

DIFERENCIAL

O Brasil possui um diferencial competitivo importante na bovinocultura. Nosso clima apresenta alta incidência de luminosidade, temperaturas elevadas e boa precipitação de chuvas.

Essas são condições fundamentais para o bom desenvolvimento das plantas tropicais.

As pastagens tropicais melhoradas são de rápido desenvolvimento e muito nutritivas, permitindo a intensificação (adoção de alta tecnologia e de bom manejo) do uso da área e da produção de leite.

Entretanto, para um bom desempenho, a pastagem deve ser implantada com preparo adequado da área, com correção e com adubação de acordo com a análise do solo, com manejo rotacionado e com variadas técnicas que levam o pasto a se desenvolver adequadamente, garantindo alimentação de qualidade e em quantidade para os animais.

Mas, mesmo sendo o pasto o alimento mais barato para o gado, não se pode descuidar de outros nutrientes, como minerais e vitaminas, além de concentrados proteicos e energéticos.

A boa alimentação faz parte de um "conjunto de engrenagens" que envolve todos os aspectos da pecuária leiteira, não havendo itens "mais importantes" ou "menos importantes".

O descuido em relação a um desses pontos pode trazer prejuízo.

Por isso, nenhum tópico e nenhum detalhe podem ser deixados de lado.

Além disso, nos tempos atuais, o produtor de leite precisa ser, além de pecuarista, também um excelente "agricultor".

Fonte: Folha de São Paulo

9. Pesquisa entre empresários aponta setor logístico como o maior gargalo de infraestrutura do Brasil

A logística aparece na liderança entre os maiores problemas de infraestrutura do país, concluiu pesquisa Ibope realizada com o empresariado. No levantamento, feito a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham), o setor figura com 54%, seguido de telecomunicações, com 30%, e energia, com 4%.

Os modais rodoviário e aéreo são vistos como os principais entraves. Dados apresentados pelo sócio em consultoria de projetos de infraestrutura da PricewaterhouseCoopers, Maurício Giardello, mostram que, em 2007, o Brasil tinha apenas 6% das estradas pavimentadas.

A pesquisa foi realizada com 211 entrevistas entre as empresas associadas, no período de 28 de abril a 17 de maio.

Fonte: Zero Hora