

Começa nesta segunda-feira (19), o pagamento de benefício da safra 2009/2010 do Programa Garantia Safra da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA). A previsão é que 90% dos agricultores aderidos acessem o benefício que será pago em quatro parcelas de R$ 150,00. Conforme o calendário de plantio, Minas Gerais será o primeiro estado a ter efetuado o pagamento. Em seguida, será a vez do Ceará e de Pernambuco.
Os critérios para que os estados e municípios tenham acesso ao programa é estar em dia com as parcelas do fundo Garantia Safra, fazer o encaminhamento da ocorrência de perda (COP) por meio do site www.seaf.mda.gov.br, elaborar os laudos amostrais de vistorias e compará-los com os dados agroclimáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e, ainda, a comprovação de, no mínimo, 50% de perda da lavoura. O objetivo do programa é garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sujeitos a perda de safra em razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico, com renda de até 1,5 salário mínimo, que plantam entre 0,6 e 10 hectares. As culturas incluídas no programa são: feijão, milho, arroz, mandioca, algodão ou outras atividades agrícolas de convivência com o Semiárido, que abrange os municípios localizados na região Nordeste, no norte do Estado de Minas Gerais (Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha) e no norte do Estado do Espírito Santo.
Para o agricultor obter mais informações, deve entrar em contato com a Prefeitura Municipal, Sindicato dos Trabalhadores Rurais ou com o escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural.
De olho no potencial do mercado de bioeletricidade e no de etanol celulósico, a Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa) trabalha no desenvolvimento de uma variedade de cana-de-açúcar com maior percentual de fibras. Ainda sem data de lançamento comercial, a tecnologia promete elevar para 18% a 20% o teor de fibras na cana. As variedades atuais têm percentual médio do cerca de 13%.
Esse é apenas um dos diversos estudos sobre cana desenvolvidos pelos 89 pesquisadores das dez universidades que integram a Ridesa, explica a presidente da Rede, Ana Dayse Rezende Dorea, também reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Essa variedade, com mais fibra, vai potencializar o uso da cana em projetos energéticos, diz Geraldo Veríssimo, pesquisador da universidade alagoana e diretor-executivo do Ridesa. "A maior quantidade de bagaço será benéfica aos projetos de bioeletricidade e de etanol celulósico".
Detentora de variedades cultivadas em 60% da área de cana do Brasil, a Ridesa completa neste ano duas décadas de atuação. A "idade" sobe para 40 se considerar o trabalho da instituição que a antecedeu, o antigo Programa Nacional de Melhoramento Genético de Cana-de-Açúcar (Planalsucar), pertencente ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), criado no fim da década de 60 pelo governo federal, recorda a presidente da rede.
Neste ano, a Ridesa está colocando no mercado 13 novas variedades de cana adaptadas a diferentes regiões do país. Em comum, algumas delas têm um ciclo de produção mais longo. Hoje, as variedades têm ciclo de cinco a seis anos, mas o potencial é avançar para sete a oito anos com manejo e clima adequados, explica Veríssimo.
Alguns dos lançamentos também agregam maior potencial de produção de açúcar, diz o pesquisador. Na média brasileira, um hectare rende 7,5 mil quilos de açúcar, sendo que as indústrias de boa eficiência atingem até 12 mil quilos. "Algumas dessas novas variedades têm potencial para elevar essa produtividade para até 15 mil quilos", diz Veríssimo, lembrando que o desempenho depende da eficiência de cada usina.
A Ridesa tem um orçamento de cerca de R$ 30 milhões por ano. Metade desse volume é captado entre um grupo de 300 usinas sucroalcooleiras de todo o Brasil. A outra parcela vem de aportes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) via Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Apesar das novas demandas do setor sucroalcooleiro, como maior teor de fibra e mais rusticidade - para se adaptar à crescente mecanização -, as pesquisas ainda continuam perseguindo resultado nas demandas tradicionais, como produtividade geral da cana e de rendimento dos produtos.
Na década de 70, quando o Planalsucar foi criado, a produtividade da cana era de 50 toneladas por hectare. Ao longo dos anos, os estudos mostraram que a cana é uma planta com potencial de render 472 toneladas por hectares no Brasil. A média dessa produtividade no Brasil é de 80 toneladas. Em São Paulo, esse indicador é mais alto e varia entre 100 e 120 toneladas.
"Em algumas regiões - e em casos pontuais - há variedades que atingem 200 toneladas de cana por hectare, obviamente, em condições de manejo e clima favoráveis", diz Veríssimo. Ele acrescenta que, em campos experimentais, os resultados indicaram desempenho de 300 toneladas.
Assim, por maior que tenha sido a evolução, há ainda um largo terreno para avançar", defende o pesquisador Marcos Antônio Sanches, pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e também diretor-executivo da Ridesa. Sobretudo, completa Sanches, se se levar em conta que a expansão da cana está ocorrendo em ambientes menos favoráveis. "O desafio é manter as boas produtividades, apesar das condições adversas", diz o pesquisador UFSCAR.
Apesar das exportações brasileiras de arroz terem chegado a 82,5 mil toneladas em junho, o que representa crescimento de 81% em relação a maio e de 13% sobre o mesmo mês de 2009, ainda não foi possível recuperar o terreno perdido no acumulado do ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), os embarques no primeiro quadrimestre (de março a junho) somaram 174 mil toneladas frente a 331 mil t do mesmo período do ano passado. Os números mostram ainda que o preço médio da tonelada exportada caiu de 309 dólares para 255 dólares entre janeiro e junho. Parte desta queda está relacionada à mudança de perfil das exportações brasileiras a partir de março, quando se passou a embarcar mais arroz quebrado do que beneficiado ou esbramado para ganhar competitividade no mercado externo. Em junho, 57 mil t vendidas para fora do Brasil foram de arroz quebrado, o equivalente a 70% do total.
Conforme o assessor de mercado do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Marco Tavares, o crescimento de junho é bastante positivo se analisadas questões como o câmbio e valores de paridade desfavoráveis, além de preços internacionais mais baixos do que no ano passado. "Em função da situação macroeconômica, passamos a priorizar os grãos quebrados que apresentam maior competitividade", afirma.
Mesmo frente ao atual cenário, Tavares diz que está mantida a meta de exportar 700 mil t até fevereiro de 2011. Há expectativa de quebras de safra na China e na Tailândia devido a problemas climáticos que podem favorecer as exportações brasileiras no segundo semestre. Contudo, será preciso uma recuperação nos preços mundiais. Já para o consultor Carlos Cogo, mantido o ritmo dos dois últimos meses, e sendo otimista, seria possível exportar 450 mil t, volume semelhante ao projetado pela Conab, de 400 mil t. Cogo lembra que a Índia estima recuperação do nível de produção de 2008, o que representa um adicional de até 12 milhões de t no mercado, impactando no preço. "É evidente que este ano não está bom, que é um ambiente desfavorável", resume Cogo.
A demanda por trigo na China deve ser totalmente atendida com a produção de 115 milhões de toneladas prevista para 2010, de acordo com Chen Mengshan, porta-voz do Ministério da Agricultura do país. De acordo com as estimativas, o consumo médio de trigo da China é 105 milhões de toneladas por ano. "A produção nacional de trigo cresceu ano a ano desde 2003, permitindo ao governo garantir a estabilidade do mercado", disse Chen.
Os preços médios de compra de grão aumentaram 12% no primeiro trimestre, mostram as estatísticas da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Chen atribuiu a alta dos preços do trigo ao crescimento do preço mínimo de compra. Ele disse que o preço do trigo se estabilizou porque a última safra atende à demanda. O preço do trigo branco caiu 0,13% desde junho para 1,94 iuane o quilo (US$ 0,28). O preço do trigo vermelho caiu 0,96% para 1,82 iuane o quilo desde junho.
A China começou a definir preços mínimos de compra para grãos, incluindo trigo e arroz, em 2004. O governo compra grão de agricultores a preço definido pelo Estado, se o preço de mercado for mais baixo.
O resultado são preços baixos e que mal cobrem os custos de produção. O produtor tem pouca opção. Com dívida e descapitalizados, alguns acabam negociando mesmo com os valores depreciados. Analistas apontam que o mercado pode melhorar com o aumento da exportação e sugerem o armazenamento e a venda no mercado futuro.
No momento, o cenário é delicado. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) apontam que o preço pago ao produtor pela saca de 60 quilos foi em média de R$ 13,92, em junho, o que configura uma desvalorização de quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor estava em R$ 17,23. No meio dessa semana o preço chegou a R$ 13,33. Os valores, por sua vez, estão em patamares bem abaixo do custo de produção – que em maio estava em R$ 21,72 – e do preço mínimo de garantia, em R$ 17,46. Por outro lado, o rendimento tem sido excelente. No ciclo de verão foi 40% maior se comparado com o ano anterior e a previsão da safrinha é de um volume 43% maior.
Para Gilda Bozza, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a safra recorde marcada pelos preços baixos quebra o mito de que safra cheia é dinheiro no bolso. Pelo contrário. ‘‘O produtor de milho tem trabalhado há muito tempo no vermelho’’, reclama a economista, destacando que desde 2004 problemas como perdas na lavoura pertubam o sono dos agricultores. Na sua opinião, a médio prazo a expectativa gira em torno do aumento da exportação. ‘‘Os leilões do governo podem minimizar o problema’’, acredita.
O estímulo da exportação por meio dos leilões do governo, dentro da modalidade PEP, também é na opinião de Juliano Cunha, analista de mercado da Céleres, um alento para o setor. Ele acredita que este ano o volume exportado de milho chegue a 8 milhões de toneladas. Cunha ainda pontua que dos 12 leilões previstos para a safra atual, ainda faltam seis. Em alguns, o volume negociado chega a 1 milhão de tonelada. ‘‘A exportação tira o produto do mercado e pode aumentar o preço local’’, avalia.
Além dos leilões, Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, frisa que a curto e médio prazos outros fatos podem proporcionar melhora nos preços e dar fôlego ao produtor. Um deles é a recente quebra na produção de trigo na Rússia e em alguns países do leste europeu. A quebra, segundo ele, já aumentou o preço do grão no mercado internacional e pode afetar o preço do milho na bolsa de Chicago e, por consequência, mexer nos índices brasileiros. Fora isso, o plantio da próxima safra de verão ainda está indefinido por conta da incidência do fenômeno climático La Niña, que pode provocar prejuízo na lavoura.
As liberações do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para apoiar a safra 2010 de café, chegam a quase R$ 600 milhões. Já foram investidos R$ 241 milhões em colheita, R$ 264,2 milhões em estocagem e R$ 78,5 milhões para Financiamento de Aquisição de Café (FAC).
De acordo com o diretor do Departamento do Café do Mapa, Robério Silva, R$ 583,7 milhões já foram repassados às instituições financeiras neste ano. “O orçamento do Funcafé para apoiar a cafeicultura em 2010 é de R$ 2,08 bilhões. Portanto, resta ser liberado aproximadamente, R$ 1,5 bilhão, já disponível no caixa do fundo, aguardando solicitação dos agentes financeiros” explicou.
Para acessar as linhas de crédito, cafeicultores e cooperativas devem procurar agentes financeiros credenciados pelo Mapa.
Os produtores rurais do Distrito Federal já iniciaram o Vazio Sanitário da cultura de soja para proteger suas lavouras da ferrugem asiática. O vazio sanitário que é a proibição do plantio e eliminação das plantas vivas da soja é promovido pelo quarto ano consecutivo pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/DF). A medida vigora de 1º de julho a 30 de setembro e foi adotada em caráter preventivo pela primeira vez no DF em 2007 com o objetivo de reduzir as chances de proliferação da doença.
“Com a ampla adoção da medida fitossanitária, a incidência da ferrugem é comprovadamente bem menor. Cai o custo de produção porque o número de aplicações preventivas de fungicidas diminui, quantidade de focos é reduzida e a produtividade aumenta”, afirma Álvaro Caldas, gerente de Defesa Sanitária Vegetal da Seapa/DF.
Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem é uma das pragas mais devastadoras do campo: ataca as folhas e prejudica o desenvolvimento da planta. Quando a ferrugem ataca a plantação, controlá-la é uma tarefa complicada e cara. O fungo se espalha com facilidade, podendo ser transportado até mesmo pelo vento.
A contenção feita pelos agricultores acontece basicamente com uso de fungicidas, mas o método não é 100% eficaz porque, quando a soja cresce, os pés ficam muito próximos uns dos outros e o veneno não consegue atingir as folhas de baixo. Além disso, a pulverização é cara. A aplicação do fungicida custa R$ 35,00 por hectare.
Os produtores que tiverem plantas vivas de soja no período do vazio sanitário serão notificados para em cinco dias úteis procederem a eliminação total da soja. Quem não cumprir receberá uma intimação, determinando a ausência total da planta em cinco dias úteis. Caso haja uma nova reincidência, os autos serão remetidos ao Ministério Público para a abertura de processo, além de sanções administrativas.
A Gerência de Defesa Sanitária Vegetal da Seapa/DF notificou 63 produtores que ainda não adotaram a medida.
Ferrugem asiática
A ferrugem é uma praga asiática e ocasiona queda prematura e amarelecimento nas folhas, além de prejudicar a plena formação dos grãos de soja. A Secretaria de Agricultura alerta aos produtores para que sigam as orientações e eliminem a planta viva de soja com rapidez.
As sementes crioulas são resultado de um processo de adaptação ao ambiente e têm grande variedade nutricional e funcional. A importância da preservação dessas espécies tradicionais esteve em discussão no Seminário Internacional Sementes Crioulas, na sexta, dia 16. O encontro reuniu guardiões de sementes, produtores, estudantes, pesquisadores, professores e demais profissionais, na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas/RS.
O coordenador do evento, Irajá Ferreira Antunes, destacou que as sementes crioulas, além de favorecer o consumidor, representam uma alternativa, tanto para agricultores, quanto para populações urbanas. O seminário trata do emprego das sementes e da identificação de mecanismos que estimulam os guardiões, e as pessoas que deverão substituí-los, na continuidade do trabalho para as gerações futuras.
– Junto aos colegas de outros países, procuramos dar um novo olhar e relevância ao processo de guarda de sementes crioulas na América Latina. Afinal, as sementes são patrimônio de todos – afirma.
O chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Clenio Nailto Pillon, destacou que os guardiões de sementes têm papel fundamental no processo de conservação genética, pois as instituições públicas não dispõem de mecanismos para cuidar desse patrimônio da humanidade.
– Esperamos delinear novos caminhos que favoreçam políticas públicas em prol desses guardiões que, preservam a agrobiodiversidade, valorizando a cultura e as características regionais – disse.
O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rubens Nodari falou sobre as consequências da redução da diversidade genética, com a perda das variedades crioulas. Ele citou a vulnerabilidade dos agricultores, problemas provocados pelas mudanças climáticas, perda de autonomia sobre as sementes e diminuição do acesso a outros produtos que não sejam alimentos.
– Os riscos também se estenderiam aos moradores das cidades, que poderiam enfrentar problemas relacionados ao acesso a alimentos tradicionais, simplificação da dieta alimentar e fragilidade frente ao mercado, pelo aumento de preços em função da menor oferta de determinados tipos de alimentos – explicou.
A Embrapa capacita e estimula agricultores e técnicos para serem “guardiões” das espécies tradicionais, para a melhoria da qualidade da semente produzida e armazenada nos bancos comunitários.
Essenciais para o aumento da produção industrial, os bens de capital (máquinas e equipamentos) estão perdendo espaço nas importações brasileiras. Apesar de continuarem a crescer, as compras desse tipo de mercadoria estão se expandindo em ritmo menor que os bens de consumo, estimulados pelo aquecimento da economia.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as compras de bens de capital cresceram 26,2% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado, contra aumento de 49% nos bens de consumo. Esse ritmo de crescimento reduziu a participação dos bens de capitais no total das importações do Brasil.
De janeiro a junho, os bens de capital representavam 21,8% das compras externas do país. Nos seis primeiros meses do ano passado, o percentual era de 24,8%. Em contrapartida, a participação dos bens de consumo subiu de 16,4% para 16,9%. A proporção das matérias-primas nas importações brasileiras passou de 46,2% para 46,8%.
O crescimento da compra de bens de consumo é resultado principalmente das importações de automóveis, que cresceram 72,3% no primeiro semestre. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, os países que mais vendem veículos ao Brasil são a Argentina, o México e a Coreia do Sul.
Para a economista Sandra Rios, consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o repique nas importações de bens de consumo ainda não é preocupante porque as compras no exterior de bens de capital, usados na produção, continuam a crescer.
Na avaliação da especialista, o aumento nas importações de bens de consumo é resultado do momento atual da economia, que deve crescer de 6,5% a 7% neste ano segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
— A participação dos bens de capital caiu [na pauta de importação brasileira], mas não porque o Brasil está comprando menos maquinário do resto do mundo. Quando a demanda doméstica cresce muito, é natural que haja reflexo no consumo — explicou.
Segundo a economista, o processo é semelhante ao desempenho da balança comercial neste ano. Apesar de as exportações brasileiras terem crescido 26,5% no primeiro semestre de 2010 e registrarem níveis recordes, as importações subiram 43,9% no acumulado do ano, também influenciadas pelo ritmo da economia.
Apesar de as importações de bens de consumo estarem subindo em ritmo mais intenso que as de bens de capital, Sandra Rios descarta o risco de ameaça para a indústria nacional.
— O Brasil tem uma produção diversificada e uma base industrial abrangente — disse.
Ela, no entanto, recomenda que o país invista na melhoria da competitividade dos produtos brasileiros, reduzindo a tributação sobre as exportações e facilitando o crédito.